União adota discurso da cautela.

Os jogadores do União voltaram a treinar ontem após empate com o Jacareí na estreia / Foto: Edson Martins

O importante mesmo é a vitória em casa para somar mais três pontos no Campeonato Paulista da Segunda Divisão 2013. Esse é o discurso no União para o clássico deste domingo diante do Atlético Mogi, a partir das 10 horas, no Estádio Municipal Francisco Ribeiro Nogueira, o Nogueirão. Mas ninguém na Serpente do Tietê esconde que o tabu de seis anos sem vitórias diante do maior rival incomoda e também serve de motivação para o dérbi mogiano.
A últimas vitória do alvirrubro contra o time azul aconteceu na campanha do título Paulista da Segunda Divisão de 2006, quando o alvirrubro goleou pelo placar de 4 a 1, no dia 5 de agosto.
De lá para cá, foram mais quatro partidas, com três vitórias do Atlético e um empate. O clássico deste domingo será o 11º confronto da história entre as duas equipes profissionais de Mogi das Cruzes. O time atleticano leva uma ligeira vantagem. São quatro vitórias contra três do União, além de três empates.
O discurso na Serpente do Tietê é ensaiado. Todos falam em vencer apenas para somar os três pontos, mas não deixam de citar o incômodo jejum contra o maior rival.
O zagueiro Ricardo, por exemplo, prefere falar nas dificuldades da partida. O autor do gol no empate de 1 a 1 diante do Jacareí, prega respeito ao adversário e diz que o mais importante é somar os três pontos. “O tabu é uma motivação a mais, não uma pressão. Vamos fazer o nosso melhor contra qualquer equipe”, destacou o defensor, que no último sábado marcou o seu primeiro gol como profissional.
A principal esperança de gols do alvirrubro para o clássico será o atacante Chumbinho. Com a responsabilidade de balançar as redes adversárias, ele faz questão de adiantar que clássico não tem favorito, apesar do longo jejum. “Todo tabu foi feito para ser quebrado. Vamos trabalhar no limite para fazer valer o mando de campo”, enalteceu o experiente jogador, de 27 anos, ao mandar o recado. “Peço o apoio do torcedor no estádio. Não sou de prometer gol. Prometo empenho e dedicação. Mas atacante que não faz gol morre de fome”, completou.
O pensamento do goleiro Rafael é parecido e ele não esconde a ansiedade pelo jogo. “Clássico é sempre bom e tabu serve para ser quebrado. Serve de motivação, mas não é o foco principal”.
O coletivo apronto será na sexta-feira, às 10 horas, no estádio Nogueirão. O treino será fechado. A expectativa do técnico Paulo Mulle é pela regularização dos documentos do meia Jê e do volante William Mogi.
O presidente do Atlético Mogi, Joaquim Paixão Júnior, coloca mais tempero na discussão. Ele recorda de um 12º jogo entre os mogianos, o primeiro e que amplia a vantagem do Time Azul. “ Foi no 1º turno da 1ª fase do Paulista da 2ª Divisão de 2005, realizado no dia 22.05.2005, onde o então Mogi Ltda. bateu o rival por 4 a 1”, ressalta Paixão Júnior. “Esse dado aumenta a vantagem de vitórias do Atlético sobre o União”, completa o dirigente.



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